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07 julho 2017

Ela escuta vozes


Estávamos ás vésperas de conhecer as duas mulheres mais importantes de sua vida. A mãe e a avó. 

 Ela descobriu isso ao 22 anos, deu uns "5 minutos" , pegou o ônibus e sumiu por horas, quando deu por si  estava num lugar desconhecido. Conseguiu telefonar pra casa e pediu pro meu avó ir busca-la.
_ Mas como foi a criação de vocês?
 Minha mãe é maravilhosa, pra gente nunca fez mal. Mas as vezes se isolava com a gente no quarto achando que todos em volta queriam fazer mal pra gente. Levou anos para os medicamentos fazerem efeito. Agora fazem 10 anos que está bem  e nesse tempo só teve uma recaída mas foi por causa da troca de dosagem. Por conta do remédio as vezes ela fica meio área mas nada fora do mundo.  

Pela primeira vez iria conhecer minha sogra. Ela tem algo que temia muito na minha adolescência,   esquizofrenia. O medo de enlouquecer quase me enlouqueceu. E mais uma vez a vida quebrando construções sociais. Que mulher  maravilhosa.

03 dezembro 2014

Não é um conto.

Ele me chamou entrei, sentei a sua frente. Perguntou alguma coisa (que não lembro agora) e num piscar de olhos suas mãos estavam no meu rosto e falava baixinho_ deixa eu ti dar um beijo.
 Essas coisas de instinto realmente não falham, virei o rosto tão rápido que seu lábio encostou na minha bochecha, pude sentir o quão quente ele estava e era nítido o seu tesão.
_ Não Não, você não pode. Pronunciei sem acreditar naquilo que ele tentou fazer. Logo ele? Que me considera como uma filha!

 Rapidamente voltou ao seu lugar colocou as duas mãos entre as pernas na tentativa de esconder o volume.
_Não pode? Repetiu como se fosse uma criança que acaba de levar bronca.
   Apenas repeti :_ Não!


Nojo. Ainda sem acreditar que isso aconteceu comigo. Tudo que sinto agora é Nojo!


29 maio 2014

Quem não escuta direto responde consciente

Hoje indo pro dentista mega atrasada, eu e meu pai fomos conversando  no carro.  Papo vai papo vem, ele pergunta. _ Acho que não tanto problema em você chegar atrasada né?
_Acredito que não, eles vivem fazendo a gente esperar!

O Rádio sintonizado na 101.7

 Você já "transou" ? ( foi isso que ouvi do meu pai). Meus olhos se voltaram para as pessoas na rua, depois o fixei  e perguntei: _ Porque está perguntando isso agora? Ele ficou quieto. Como se estivesse lendo a placa traseira do carro da frente.
  _Sexo só depois do casamento! ( kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk sim, eu respondi isso) Pior que ultimamente está bem isso mesmo.
_Hum.. respondeu ele ( ainda sem entender). Mas porque está falando isso, eu perguntei se você já se Atrasou nessa consulta?



11 janeiro 2014

Esses "Ses" vida

E Se eu tivesse corrido pegado o primeiro trem na plataforma, você ficaria sozinho se questionando o porquê.  Mas  não.
Eu gentilmente peguei minha bolsa do chão e disse rispidamente da mesma forma que você estava me respondendo: _ Vamos embora né?
   

  Enquanto você estava de braços cruzados sem falar nada, eu poderia sair de perto, aproveitaria o tempo que o trem estava parado com as portas abertas, aguardando movimentação de outra composição a frente. Mas não, eu coloquei meu fone fechei meus olhos e ti ignorei de uma forma muito gostosa.

E se eu não tivesse sentado ao seu lado no trem? JÁ PENSOU NESSA POSSIBILIDADE?

 Você não teria a chance de me irritar ( ao perceber que estava sendo ignorado), colocando o dedo no meu ouvido ou na minha boca, sendo assim eu não teria ti mordido e consequentemente não teríamos dado risada da situação. Sem essa risada pra tentar descontrair você não teria me abraçado e eu não teria encostado no seu peito e perguntado mansamente o que estava acontecendo. E se isso não acontecesse você não teria dito que estava preocupado com várias coisas e eu iria pra casa sem saber. E assim seria  o nosso fim, sem sentimentalismo ou cobranças.
                              Incrivelmente isso e muita coisa aconteceu.

 Mas uma coisa é fato: Se eu soubesse, que iria gostar de você assim, teria andado mais rápido, abaixado a cabeça, olhado de lado. Mas não, e foi aí que eu me dei mal-  Soulstripper.  

07 novembro 2013

Banheiro em Movimento 2

Aos que não leram a minha ida ao banheiro do onibus em movimento acho que valeria apena de ler e chegar a conclusão que não nasci para esse tipo de aventura. Leia aqui

 Mais uma vez estou eu, no ônibus em movimento voltando pra casa depois de uma dia cheio e por falar em cheio minha bexiga estava quase explodindo. Preferi por não urinar nas calças e fui por livre e espontânea pressão ao banheiro a qual o Odeio. 

Diferente da situação anterior eu descobri onde acende  a luz. Não urino mais no escuro. Por eu ser nojentinha sempre ando com um álcool em gel a qual eu acredito piamente que elimina 99% dos germes e bactérias. 

 Abri a porta e logo senti o cheiro pesado de gases que provavelmente ficaram esperando a próxima vitima atras da porta. Me olhei no espelho, estava apresentável, dei uma suspirada e comecei a me despir. ( Musica de strip tease por favor). 
 Desbotei os 3 botoes da minha calça. Fazendo  o possível para não ter que  segurar na barra lateral de apoio. Mas foi em vão, tive que segurar. Conseguir urinar sem encostar na privada! 




 Instintivamente não  iria dar descarga porque no reservatório NUNCA tem água. Ti juro, nunca tem água. Antes de levantar minha calça, joguei o papel fora e acionei a descarga. E foi nesse momento que aprendi que tem coisas que nunca voltam.  Uma palavra mal dita e uma descarga acionada

Como um chafariz do parque Ibirapuera, molhou tudo que estava em volta. Aquela água fedorenta e fria. Fiquei estagnada enquanto o show de 3 horas não acabava . Eu disse que ainda não tinha levantado a calça certo? Pois zé.. molhou minha coxa, molhou minha bota e respingou no meu óculos. Sem contar que o chão ficou encharcado. Dá pra acreditar que a pressão era tanta molhou até o espelho! Assim como Fenix renasci da água fedorenta. Me sequei com o papel higiênico e tomei cuidado para que não já estivesse cagado (vai que..). 
Retirei meu álcool em gel da jaqueta e passei  em cada parte do meu corpo que estava  úmido/contaminado e em suma: Fedido.
 Me Arrumei, abri a porta e andei até meu lugar, como se nada tivesse acontecido! 

04 setembro 2013

Cavalheiros que não encontramos por aí

Ao sair da aula de flauta, encontro uns amigos numa rodinha no Hall que dá acesso ao elevador. Cumprimentei um desconhecido que é amigo do meu amigo e assim, fomos embora. Até a estação do metrô muito papo rolou ( essa frase até rimou kk). Rimos muito, ele toca viola e o professor dele se chama Alejandro, logo me lembrei daquela musica da Lady gaga. Eu toda palhacinha não perdi a piada.

_Ha.. você faz aula com o Ale Ale Alejandro;  Ale Ale Alejandro?
Como 3 imbecis, rimos muito.
 Meu amigo pegou o metrô em outro sentido e eu prossegui a viagem com esse recém conhecido. Eram por volta das 19:47 não estava tão cheio. Entrei no vagão.Olhei pra cima a barra é muita alta, olhei pros lados, não tinha onde eu segurar.

 Por ser alto, se segurou tranquilamente na barra de cima. Olhei pra cima e disse pausadamente. " Eu ti invejo muito por isso". Ele sorriu, e como um cavalheiro tímido me ofereceu o braço com cortesia. 
_ Pode segurar em mim.
 Eu fiquei sem graça, nunca em toda minha existência alguém tinha feito isso por mim, ainda mais um recém conhecido. Claro que o aceitei, fomos conversando, rindo espontaneamente.Cheguei na minha estação, perguntei o dele (agora não lembro) e ele o meu. 
 Foi prazer ti conhecer!

07 agosto 2013

Duas visões diferentes

 Gosto de ser elogiada na rua sim!  Mas um elogio é diferente de assédio. 
Cenas do filme Cairo 678  um filme denuncia! Seria interessante se acontecesse a marcha das vadias  por lá.
Saindo da estação, passando por uma rua estreita, com aquelas lojinhas de japonês (ou chines) cheia de bugiganga. Um homem de meia idade sob a bicicleta passa lentamente por mim, e eu  com passos lentos, estávamos indo e direções opostas.
 _Você é muito bonita viu? 
Eu parei por um momento e o encarei, pensei que o elogio fosse pra alguma mulher atras de mim. Mas seus olhos me encarava e senti uma sinceridade. Respondi Obrigada com muita vergonha e continuei andando.  _Olha, Parabéns!. Além de bonita é simpática.
 O agradeci mais uma vez e segui meu caminho feliz da vida. 

 Segunda situação: 
Indo pra casa de ônibus a noite. Ao mesmo tempo que levantei do banco para dar sinal, um homem passa a catraca. Fui em direção a porta do meio, tentei desviar dele ao passar no corredor. Esse animal, esfrega seu corpo ao passar por mim e me encurrala no banco.  E sussurra:  D.e.l.i.c.i.a você!.  
A situação foi muito rápida  O ônibus vazio quem iria perceber? Antes deu descer, o encarei com nojo. E ele me olhou como se me visse nua! 

Realmente me senti NUA! 


19 maio 2013

Numa dessas viagens

                                   Terminal rodoviário 12:06

 Ao passar pelo corredor do ônibus, dois olhos claros me encararam . Como uma boa madame segui em busca do meu assento. Sentei e automaticamente inclinei minha poltrona. Lá vem ele, ficou em pé ao lado da poltrona vazia .
" _ Tenho a impressão que ti conheço de algum lugar?! 
Eu simpática como sempre: _ Hum.. você é musico? faz aula em tal lugar? 
_Meu pai dá aula lá ele é fulano de tal.
 _ Puxa: Ter um pai como esse deve ser foda não?   
  Ele nem me respondeu direito e deu de costas, voltou em seu lugar pegou uma blusa de frio e um saco preto onde tinha umas roupas (sim um saco preto). Continuamos a conversar.

Seu tipo físico: Bombadinho, tipico filhinho de papai que vai á academia mais cara da cidade; Não muito alto; Branco; olhos claros lindíssimos  (unica coisa que o salvava).   
 _ Então, Nathalia seu nome né?  você é musicista ?
 _Isso, faço aula no conservatório de flauta, mas e você? 
_Sou Ator e produtor, moro no Rio  de janeiro.
_Poxa que legal, está em Sampa  em férias certo? 
_Isso mesmo. 


(20 minutos de conversa)

 _Você está com frio Nathalia?

_Hum.. Não! 
 Mesmo assim ele tirou uma blusa de frio e me cobriu, delicadamente retirei e disse _ Não Estou com frio obrigada!  Assim ele se cobriu deixando um pouco da blusa tampando a parte esquerda do meu ombro pra baixo. 
_Espero que você não se importe eu ronco um pouco.
_ Sem problemas.


      (10 minutos de sono)

 Ele estava roncando feito um porco. Fui obrigada a aumentar minha musica, pois se não acabaria rindo histéricamente, .  


Ele acorda. Voltamos a conversar.. entramos num assunto sobre namoro. Ele me confessou que as primeiras namoradas que não liberavam sexo fácil, ele as traía. Contei superficialmente as minhas desilusões amorosas.


Papo vai e papo vem e estranhamente por debaixo da blusa ele apertou meu braço. Seus olhos claros e maléficos me deixaram tensa. Eu o encarei com uma expressão séria. Ainda não contente apertou minha barriga, tirei sua mão áspera e afastei, persistiu. 

 _ Por que você foge?
_ Fujo porque não sou uma dessas com quem você tem o costume de ficar, eu nem ti conheço!

 Por um momento ele ficou estático, ergueu os dois braços como quem iria espreguiçar e colocou seu braço direito envolta do meu pescoço e num movimento rápido quase me beija na boca. Os nossos lábios se encostaram rapidamente, mas virei meu rosto bruscamente. Consegui tirar seu braço em torno de mim.  Senti uma repulsa por ele, não consegui levantar minha mão para lhe dar um tapa ou até mesmo gritar.

 Desceu antes do terminal rodoviário. Pegou a blusa de frio e o saco preto. O vi partir pela janela do onibus. Ele nem ao menos olhou para trás para rir da minha cara, de uma impotente que ficou calada mais uma vez diante de uma situação dessa. 

14 abril 2013

Não sei porque ainda escrevo sobre isso




  Todo encontro é tenso, e um reencontro após o termino é pior ainda. Sorrisos  forçados, gastrite gritando alto. Eu me arrumei bem, muito bem.   Fiquei verdadeiramente bonita, afinal estava mal mas não sou de demonstrar. Essa foi a minha primeira apresentação em um Sarau,pessoal muito loko.
 Musica, leitura, encenações curtas  e até stand up.
  Cheguei mais cedo no local. Meu amigo saiu para recepcionar algumas pessoas, ele volta como se fosse dar uma noticia alarmante.
_ Ele tá lá fora!
 _ Eu sei!_ disse com desdem. 
Como eu sabia? Meu ex me mostrava em primeira mão as musicas da banda que  faz parte. Não cheguei a decorar letras, mas reconheceria a voz daquele vocalista de longe.

 Minha gastrite estava controlada. Ele entrou. Os meus amigos que estavam sentados em torno em mim olharam em sua direção como se ele tivesse feito algo muito ruim. Instintivamente sorrimos de "mostrar os dentes" (pensa numa situação bem forçada). Veio em minha direção, me beijou no rosto e ficou sem jeito de cumprimentar meu amigo, não sabia ao certo se dava uns tapinhas nas costas ou o apertava sua mão.

 Terminei de tocar um duo com meu amigo. Sentei na outra extremidade do local, eu sabia que ele estava olhando pra mim enquanto tocava e em nenhum momento o retribui. Ele foi um dos últimos a tocar, fui embora no final da primeira musica. 

 No trem de volta pra casa ele me mandou um sms perguntando se eu os ouvi tocar. Respondi secamente que sim! 
 _Tocamos aquela musica que você gosta do legião.
 _É.. eu ouvi .
 Não fiz questão de os elogiar.

  Tudo é tão estranho. Aquilo que parecia ser duradouro, não durou porra nenhuma! 

07 abril 2013

Acabou, mas não estou acabada!

 Acabou e eu nem me lamentei. Não seja por isso.. vamos lá.

Todo aquele romance acabou (aaaaaaaah, não diga filha!!). Sim acabou, e foi ele. 
PRIMEIRO: eu fiquei triste, sim.. muito triste. Chorei? SIM CHOREI. E para ser sincera NUNCA pensei que  passaria por isso. Por favor não ria.. estou falando sério. Até o momento sempre fui racional de nunca me apaixonar e jamais chorar por uma paixão. Mas quando somos testados o negócio é diferente.
SEGUNDO: A desculpa dele foi tão esfarrapa que me senti um lixo ambulante. Eu já pressentia que algo não estava legal, estávamos muito distantes. Ele e mais uma "amiga" foram pro Lolla assistir o show do tão amado Pearl Jam. Nada de sms ou ligações dizendo de como foi.. nada e nada. E eu como sou orgulhosa , nem "fui" atras. Passou-se 3 dias. Ele me manda uma mensagem por intermédio do meu amigo, dizendo que queria conversar sério comigo.
TERCEIRO: Por mais que tudo estive um cú, eu não quis acreditar que isso iria acontecer. Pensei que ele iria dizer:
 _ Anjo, estamos meio estranhos né? Eu gosto muito e você e não quero que a gente se esfrie assim. 
Eu esperava quase tudo menos:
 _ Olha... quero que você nunca se esqueça, eu gosto muito de você. Mas.. 
_ Se você quiser terminar de ficar comigo, a hora é agora _eu disse.
_Desculpa, não fique  com raiva de mim. Por favor, não se afaste.
 Nesse momento não foi preciso dizer mais nada. Na hora não chorei, estranhamente dormir sorrindo, a ficha não tinha caído. É tão estranho, porque a gente acha que é pra sempre. E até mesmo sabendo que não é, não temos certeza se haverá um fim.

QUARTO: Tentar ser amiga de uma pessoa que tanto quis além disso é tão estranho. Agora entendo o porque de muitas pessoas se afastarem. 

QUINTO: Após o termino nos reencontramos, foram risos forçados e espontaneamente mais ainda.  Lamento depois sobre isso.
René Magritte
(Belgian, 1898–1967)

28 março 2013

Minha volta/ Como adoro conhecer pessoas ||

Acredito que todo conhecimento fora do comum nos atrai. 
(Erros de português e conjugações sem nexo.  Desculpa,estou voltando a escrever)


Leia  a primeira Primeira Parte
De volta para casa.
 Eram por volta das 22:00 horas uma fila qualquer de ônibus  A minha frente estava uma mulher com as veste brancas e logo deduzi "enfermeira". Repentinamente ela virou em minha direção e perguntou se poderia passar o bilhete único pra mim. Logo saquei o esquema.

Todo "bilhete único especial" é necessário ter acompanhante AUTORIZADO seja pai, mãe ou responsável legal. MAAAS, como toda familia tem um parente que usufrui de algum beneficio, (nesse caso eu), usava o bilhete do meu irmão, e não pagava passagem seja ela de trem ou ônibus :)  
  Mas toda vez que é roda a catraca sem o acompanhante, cai no sistema  que o bilhete esta sendo usado indevidamente. Para que o mesmo não seja bloqueado é necessário que o maior numero das viagens sejam acompanhadas  para isso, eu pagava passagem de alguns amigo. Com isso eu poupava meu dinheiro e de outra pessoa! (deu pra entender?)

Respondi:
 _Eu também tenho esse cartão se vc quiser eu passo pra você.
  Por um momento rimos em silencio, por fim ela disse _ Ha..então tá bom! 
Passei o cartão ela me agradeceu e sentamos juntas. Instintivamente perguntei seu nome. Ela me perguntou se eu estava voltando da escola, disse que era de um ensaio. Seus olhos brilharam, ficou fascinada por eu seguir a carreira musical e por tocar um instrumento tão lindo que é a flauta transversal.

E me mostrou musicas que a acalma, unica banda que me lembro agora é Enya (eu não conhecia). Dividimos um fone, ela me contou sobre seus filhos que amam musica japonesa e que os "ensinou" a ouvir desde de pequenos antes de dormir.  Ela é meio "adepta" ao Reiki [?] e fiquei fascinada pois quando mais nova eu queria fazer Quiropraxia [?] Ela me explicou que muitas pessoas, possuem o "dom" da cura na palma das mãos e não sabe. Dentro de nós, temos força que transmitimos em nossa volta. E a Quiropraxia é uma energia transpassada pelas mãos.

 E me mostrou um mantra indiano (a qual não lembro o nome) em que a tradução resume basicamente no amor e paz. 
Paz e amor, foi isso que ela me transmitiu. 

Fiquei tão exitada nesse dia que esqueci devolver o bilhete do meu irmão na gaveta (minha mãe não sabia que eu o pegava). No dia seguinte, eles foram sair  e CADÊ O BILHETE?
Desde de então tenho pagado esse absurdo de passagem -.-

22 março 2013

Como adoro conhecer pessoas

Ausência de posts está gritando né? Cogitei em tornar esse blog num depósito de imagens e frases melancólicas. Mas não! Não quero perder a identidade (se é que ainda tenho). Somente escreverei quando tiver conteúdo (então eu deveria ter parado na criação da conta).
 Vamos lá...
Erros de português e conjugações sem nexo.  Desculpa,  faz cotas que  não escrevo.

 Sabe aquela jaqueta de motoboy preta impermeável, toda grandona? Pois bem.. sai de casa com uma dessas achei que estava frio. Nunca fui me arrumar (femininamente) para ir aos ensaios da orquestra. Somente coloco uma roupa para não ficar pelada. Dessa vez decidi ir de ônibus pois as horas estavam avançadas e pegar o trem não compensaria, pois teria que andar mais um pouco.
O semáforo fechou, ao meu lado parou um homem (moreno sensual kk), sabe aquela olhadinha básica? Nada de mais, o que ele iria querer com um mini motoboy?. Saí andando e ouvi uns "psiu" "ei, não vai falar comigo"? Eu não tinha certeza se era pra mim os fones estavam altos, não olhei pra trás. O ignorei COMPLETAMENTE,  a assim ele passou na minha frente sem dizer nada. Fiquei embaixo do ponto do ponto de ônibus, e "sem querer" olhei na direção que ele estava andado. 
E dá pra acreditar que o nego estava parado, esperando alguma reação minha. Pela distancia ele gesticulou (Posso ti conhecer?). Respondi _ TENHO NAMORADO. E virei pro lado na esperança do meu bus chegar bem nesse momento. E quando menos espero... Lá estava o moreno sensual ao meu lado esquerdo. Ele foi educado,_ Licença posso ti conhecer? _Humm, pode (e logo emendei _ Prazer me Chamo Nathalia.  Nos cumprimentamos com dois beijinhos no rosto e eu com medo de que o terceiro fosse na boca.

 Uma breve pausa... 
_Eu ti achei linda, você ta indo aonde? 
_Obrigada, estou indo prum ensaio em tal local.
 _Humm.. mas você mora lá?
_Não não.. eu moro aqui, mas os ensaios são lá.
Eu perguntei _ E você mora aonde? 
_ Próximo de uma escola.
 Ele passava a língua entre os lábios e eu pude sentir o cheiro de testosterona haha. Me olhava com quem já tinha as cenas sexuais prontas! 
 _Olha.. eu tenho namorado.
_Poxa, é uma pena. Já era de desconfiar uma menina linda como você solteira. Mas se você não namorasse a gente teria chance? 
_Olha.. quem sabe né? 
 Ficou pensativo.
_ Foi um prazer ti conhecer!
_Digo o mesmo. Sorri com os lábios fechados.


Assim ele saiu cabisbaixo, olhei em sua direção. Mas ele não olhou para atras. 

Essa foi a minha ida, prometo falar sobre a volta.

12 fevereiro 2013

Uma dessas cantadas desencantadas

Coisas que acontecem comigo!

Lembra daquela história de passar o numero do celular errado para homens desinteressantes?

 Pois bem.



 O trem era daqueles mais novos com ar condicionado e os banco "sortidos" alguns de frente para o outro ou encostados na parede, eu estava sentada aproximadamente dois metros de distancia de um certo sujeito. Olhar não arranca pedaço, mas chegar ao ponto de inclinar-se totalmente somente para me ver já é de demais. Esses tipos de coisas nunca me constrangeu mas ele bateu o record! O ignorei  mexendo no celular, respondendo os sms e olhando a linda paisagem das casas sem reboco e o mato que tomava conta dos volta trilhos.

 Minha estação chegou,  andei até o inicio do vagão fiquei parada em frente a porta. Ele se levantou e ficou parado em frente da porta mais próxima.  Quando a porteira se abriu sai quase correndo, com ar de quem estava com pressa sem olhar pra atras. Como a escada rolante é lenta, subi rapidamente a amada escada de  concreto. E quanto menos espero ele estava ao meu lado falando alguma coisa que não compreendi e assim ele repetiu mais uma vez. Tirei meu fone: _ Como? não entendi!
_ Você é irmã da renata?  Ó céus, seria mais fácil ele pedir o numero logo de cara do que inventar coisas só para puxar assunto.
_Não, eu não sou! 
_ Poxa é que você se parece muito com ela, posso saber seu nome?
_Me chamo Nathalia  e o seu?
_(W)anderson!
_Hummm... Prazer (W)anderson!


 (Silêncio súbito e expressão de desdem)


 A garoa estava fina, fiquei parada na porta de saída procurando meu guarda chuva e ele ao meu lado
_É.. Nathalia, pode passar seu numero de telefone?
 _Claro! (Nesse EXATO momento cogitei em passar o numero errado, mas fiquei pensando que ele seria inteligente o suficiente para conferir).
 Você é casada? (Wtf? Além dele falar que pareço ter 15 anos, agora vem me dizer que pareço ser casada?
_Eu namoro! ( Mentira!)
_Mas nós podemos ser amigos né?
 _Quem sabe?
  E Assim, desejei nunca mais o ver!


Dias depois, estava saindo da padaria, quando observei uma figura estranha atras do poste, ele olhou pra mim como se não acreditasse. Apertei o passo e fingi não o ouvir  me chamar.

_Nathalia? Continuei andando 
_Nathalia? cogitei em olhar para atras, na terceira chamada não me contive.

_Oi, quem é você? (adoro dar uma de fingida)
_Você não lembra de mim Nathalia?
 _Olha, desculpa não lembro. _Ha, você é o Wanderson ? (sou uma ótima atriz:)
_Isso, até que você tem boa memória! Seu sorriso estava largo.

_Está indo  pra onde?
 _ Vou para o interior de São Paulo fazer uma prova.
_Puxa, olhando para você nem parece que faz "TUDO ISSO"
_...
Saudades de usar gif's
 _Você mora aqui? (é Obvio que eu não iria falar que minha casa fica somente 3 ruas da estação)
_Não, eu venho pra cá dar aula particular (MENTIRA!)
_Eu também quero aprender flauta ! (senti uma malicia em suas palavras e desconversei).

 Paramos em um farol

 _Você quer que eu ti pague um sorvete? (Ele quer se passar por bom cavalheiro)
_Não, Obrigada!
_ Então.. seu namorado tem quantos anos?
 _25 anos, ele também é musico ( Ha.. quem dera se fosse verdade)
_Sorte á dele ter você!
Soltei um sorrisinho com desdem.

 Cheguei na estação.
_Nathalia foi um prazer ti rever!
 Apertei sua mão e assim segui meu caminho. E desde de então nunca mais passei pela rua da padaria naquele horário.


21 dezembro 2012

Story of a Man

Preciso escrever antes que esse sentimento passe.

 Minha prima mora na casa de baixo (mas não compartilhamos o mesmo quintal) e como toda boa família que se prese, briga entre cunhadas e irmãos é chavão. Com isso fui influenciada de uma forma indireta na convivência entre meus primos. Minha prima em especial é especial !.  
 Mesmo eu não indo em sua casa, ela sempre vinha me visitar e minha mãe com sua "desconfiança" achava que ela estava nos espionando para depois contar sua a mãe (minha tia). Faz aproximadamente 5 anos que não vou em sua casa.
 Obs: Eles moram na casa de baixo. Sempre fui bem educada, comprimento com  Bom dia ou boa tarde, sempre quando os vejo na rua.  Conforme o tempo foi passando as visitas da minha prima foi diminuindo, e claro, minha mãe Adorou. De imediato não senti falta, afinal ela mora "aqui ao lado". Passou 2 meses, percebi que minhas tardes estavam vazias; 4 meses, eu a ouvia conversar da janela da sala com suas novas amigas; 6 meses, eu a encontrei na rua, estava alta, cabelo curto estilo Chanel.  


Eu por ser a prima mais velha (digamos quase 5 anos), me sinto no "dever" de lhe aconselhar. Esses dias estive relembrando quando a implorei que parasse de ficar com meninos escroto, que usam aqueles óculos chamativos parecendo um espelho ambulante e sempre que fosse fazer sexo que usasse camisinha, amor não protege DST. E o principal, que parasse de ouvir funk. E lhe propus que fosse a igreja, não necessariamente na minha, mas que fosse.
 Estive relembrando tudo isso, e quando percebi, senti que ela estava fazendo falta, com sua risada sínica e piadinhas fora de hora. Um mês atras ela mandou sms,  me chamou pra sair até fiquei até surpresa, mas por conta de outros compromissos digo: trabalho em pleno sábado, não pude ir.
 Hoje ela me chamou em casa, minha mãe foi atender e voltou sussurrando (fica de olho nessa menina).
Coloquei um sorriso na cara e realmente fiquei feliz em vê-la, percebi que o nosso corte de cabelo é parecido. Sorrimos sem graça. 
_Nathy, me faz um favor? Confere se o carregador do seu Notebook entra no meu!, é que o fio da fonte soltou.
 Convidei para entrar, ela ficou meio acanhada, minha mãe ficou no sofá sentada ignorando-a fazendo crochê. Nesses 10 minutos que carreguei seu notebook, ficamos batendo papo o suficiente, para que eu pudesse perceber que ela se tornou mais mulher, perdeu a amizade com certas meninas que só estavam lhe afundando, adquiriu paixão assídua por livros e boa musica e hoje sente vergonha de assumir que já ouviu funk.

 Por indicação dela: 

             
 Esse lindo é Brasileiro.


Simplesmente incrível, essa musica e ela!

11 dezembro 2012

Amigo inesperado

Como as coisas são engraçadas. 

 Aconteceu confraternização na orquestra, brincamos de amigo secreto, na primeira rodada, tirei uma pessoa que pertence ao naipe dos metais a qual eu não tenho muito contato (diga-se de passagem: eu fiquei torcendo  muito muito muito para não o tirar e acabei tirando)e consecutivamente troquei de papelzinho com meu amigo violinista. Mas,  algumas pessoas resolveram desistir de brincar ou seja essa rodada foi cancelada. 

  Na segunda vez peguei uma amiga dele (mil vezes melhor ela do que ele). Pode parecer ruindade mais não é (eu acho :), simplesmente ele é uma das pessoas que não tenho afinidade e não faço questão de ter.  Estávamos todos reunidos em círculo, sorrisos estampados, gargalhadas altíssimas e o principal piadinhas.

 Ele se levanta, começa elogiar e aponta o presente em minha direção, meus amigos mais próximos me olhavam com cara de espanto. Peguei o presente com o maior prazer e sinceramente não forcei meu sorriso.
 Ganhei esse livro, ele disse que não  conseguiu achar o que eu tinha pedido 
*O menino do pijama listrado* 



Uma Breve: O que você faria se sofresse de paralisia do pescoço para baixo desde a infância, morasse em um hospital e visse seus pais no máximo duas vezes por ano? E se durante muito tempo seu único contato com o mundo exterior fosse por meio de um aparelho de TV? Como reagiria caso ouvisse os médicos que cuidam de você dizer que não sobreviveria à adolescência? Muitos iriam se entregar. Eliana Zagui decidiu viver.
   Sinceramente, passei a acreditar na força do pensamento, pois pensei em comprar esse livro!

17 julho 2012

Duas horas de conversa

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 Fui fazer a tal viagem para a escola de musica onde fiz a  primeira etapa da prova se eu passar obviamente passo para a segunda e ultima etapa. Sobre a prova:  Ela em si não foi difícil, mas por falta de atenção errei lindo e gostoso na primeira questão, espero que isso não atrapalhe. Cheguei na rodoviária comprei a passagem e fui sentar num banquinho de cimento, ao meu lado esquerdo  sentou um homem com uma grande mochila nas costas com o case de Eufônio. Meu ônibus partiria ás 17:45. A hora foi passando e mais pessoas foram chegando. Bem na minha frente passou dois homens um eu já o conhecia, ele toca trompete. Ambos foram cumprimentar o amigo que estava sentado, o mesmo carinha que toca Eufônio.
 _Oi, fulano _ disse eu. 
  Ele olhou abismado pra mim, com aquela cara de espanto pois eu o conhecia, mais ele não. Trocamos informações e realmente eu não era uma louca, ele sabe de onde eu sou mais não sabe quem sou. O ônibus chegou minha poltrona era 3 (claro eu fui uma das primeiras á comprar passagem), não gosto de sentar próximo a cabine do motorista e nem muito no fundo. O rapaz do trompete sentou bem pro meio do ônibus e aquele rapaz que estava com o case de Eufônio,  sentou na poltrona 1, do outro lado do corredor mais de qualquer jeito ele estava AO MEU LADO. Fiquei batendo um papo maroto com a senhora que estava na poltrona 4, ficamos conversando sobre nossas bolsas, o celular dela tocou e ela não sabia em qual das 4 sacolas estava o bendito.        
Enquanto isso o rapaz se agachou e ficou olhando para minha direção, estava amarando o cadarço  ao se encostar na cadeira ele disse meu nome pausadamente: _N a t h a l i a . Com certeza ele prestou atenção na conversa com seu amigo. Virei pra ele e disse:  _ Olha só.. quem gravou meu nome rapidinho. Demos risada.   Musico adora conversar sobre musica, o papo foi mudando acada minuto e assim foi ficando mais fluente ele me chamou para sentar ao seu lado pois a poltrona 2  estava desocupada. Por estarmos muito próximos eu podia sentir seu calor, ambas as poltronas estavam inclinadas  parecia que estávamos numa cama, quando eu contava um pouquinho da minha vida ele olhava pra mim na horizontal. Quando ficamos em silêncio ele disse ironicamente: _Esse é o papo de pessoas que se conhecem a muito tempo. Caí na risada. Ele até me mostrou a foto de sua sobrinha, é a coisinha mais linda. Falamos sobre nossas origens, o pai dele é japonês e sua mãe é índia e ele saiu moreno (meio amarelo) com os olhos puxados do cabelo bem liso e preto, pra mim ele é muito atraente.  Chegamos em São Paulo, pegamos o metrô no mesmo sentido, fizemos a transferência para CPTM. Bateu uma tristeza pois cada um iria seguir seu caminho , peguei seu facebook, mais não é a mesma coisa de você sentir a pessoa e rir com ela. Ele me abraçou bem forte (homi cheiroso) e disse no meu ouvido que adorou ter me conhecido e que sou engraçada e qualquer coisa eu poderia contar com sua ajuda . E lá foi ele, descendo a escada rolante, e fui eu, andando olhando pra atrás, ele me mandou um beijo e eu retribui. Fiquei rindo atoa.

De todas as pessoas que eu conheci, ele foi quem mais marcou. Talvez seja pelas duas horas de conversa. Aham, aham.

02 julho 2012

Se eu morresse ?

Sábado passado a morte esteve ao meu lado. 

 Após tocar num casamento, decidi ir embora mais cedo e não fiquei para festa. Fui ao ponto de ônibus, sentei e tirei o salto alto e coloquei minha rasteirinha. Ao meu lado estava uma mulher que também assistiu a cerimônia e ela decidiu ir embora mais cedo. Ficamos conversando enquanto o ônibus não vinha. Os pontos de ônibus dessa cidade são uma cabine de vidro, que nos protege do sol e chuva.
 Conversa vai e conversa vem, e de longe eu escuto pneu cantando asfalto, mas até então, o som sumiu. Eu por não enxergar de longe, iria ficar em pé ao lado dessa moça que já estava em pé. E quando menos espero vem o carro desgovernado na contra mão e atinge em cheio a placa de vidro do ponto de ônibus, em questão de segundos, eu consegui levantar as minhas duas pernas e coloquei em cima do banco, e ele passou rasgando ao meu lado, até bater no outro lado da cabine. Aquela moça que estava pé, NÃO SE MACHUCOU. Eu apenas tive alguns arranhões por conta do vidro que se estilhaçou . Não tive nenhuma fratura nada de osso exposto, nada, praticamente NADA.   
 O que poderia ter acontecido se eu estivesse ficado em pé ? Pois a moça estava em pé ao lado das cadeiras e eu ficaria em pé bem no centro da cabine, o carro com certeza iria me atingir em cheio por atrás.  
 Depois do susto, fiquei pensando, se eu morresse ? minha família iria chorar. E se eu fraturasse as pernas e ficasse paraplégica? Continuaria vivendo do mesmo jeito, e fazendo aquilo que mais amo, tocar. 
 Mas estou aqui, viva e andando normalmente. Alguns dizem que foi sorte outros falam que foi Deus, prefiro ficar com a segunda opinião.