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19 agosto 2012

Vulnerabilidade

Já não é a primeira vez que isso acontece. www


Antes de passar pela catraca do trem,  meu olhar se cruzou com um par de olhos escuros, ele me chamou atenção, vestimenta totalmente desleixada: bermuda, tênis de skatista, boné e dois lindos alargadores aproximadamente 6mm. Passei meu bilhete, sentei á espera do trem, ele sentou ao meu lado no banco preferencial e se debruçou sob bolsa tentando dormi. Antes mesmo que o trem chegasse próximo á plataforma, ele se levantou rapidamente e seguidamente levantei, arrumei minha bolsa de lado e dei uma ajeitadinha na blusa preta. Ao levantar meu olhos, ele estava olhando pra mim. O trem parou e abriu as portas, ele estava  ao meu lado, como um bom cavalheiro me deixou passar primeiro. Havia lugares vazio, mais preferi ficar em pé, bem em sua frente. Sabe aquele jogo de olhares, ele ti olha e você ignora, os dois se olham e  juntamente baixam a cabeça etc . Chegando perto de tal estação ele me encarou, achando que eu fosse desembarcar. Mais que nada. Instintivamente ou não, sorrimos juntos da forma mais natural possível. Franzi as sobrancelhas como forma de interrogação e a curva de seu sorriso aumentou. Na moral, minha vontade era de beija-lo, agarra-lo pelo pescoço e esquecer quem estava em volta. Me contive, saí do trem e não olhei pra trás. 

30 abril 2012

Um Olhar

É um negocio tão estranho, um sentimento que até o momento nunca senti.




 No meio de tanta gente e barulho, parei e o reparei. Não era lindo de morrer, mas muito atraente. 
 Me olhou de uma forma tão tentadora, reparou meu colar que estava em cima do seio e depois subiu a visão para meu rosto, não o considerei safado, não foi essa impressão que ele me passou, afinal o colar chamava atenção. Sua barba mal feita dava um ar desleixado, mas a forma de como estava vestido mostrava ser vaidoso. 

  Após terminar a apresentação ás 8:30 da matina, peguei o trem sentido ao centro da cidade para assistir um pequeno concerto em uma Cia de Teatro. Na estação seguinte entrou um grupo de homens com idade entre 17 aos 30 anos, fiquei irritada pois se tornou impossível dormi. Se não pode com eles, junte-se a eles, foi isso que fiz , guardei meu celular e fiquei observando aquele pequeno grupo falando e rindo alto. Ao observar o rosto de cada um percebi que um homem em especial me olhou, retribui o olhar e ele logo desviou, ficamos nesse jogo por um tempo, até que chegamos na estação final. Fiz baldeação, desci a escada rolante e olhei pra ele como se fosse a ultima vez [...] o trem já estava cheio fiquei em pé dessa vez, quando menos percebo o mesmo grupo que estava no outro trem se encontrava comigo. Pensei com as minhas presilhas:''Invés de ficar olhando, porque esse MACHO não vem logo pegar meu numero?'' Direcionei minha atenção pro mapa contei quantas estações faltavam. Desci do trem mais uma vez por coincidência ou NÃO, estávamos juntos na mesma plataforma é bem provável que eles iriam jogar bola, nesses salões esportivos no centro. Ouvi cochichos do tipo "pergunta pra ela onde está indo" disse um ; "Poh isso é feio" retrucou um deles; Estava mais do que na cara que se referia sobre minha pessoa. Eles começaram a tirar foto e um deles gentilmente me pediu para tirar foto do grupo todo, depois me agradeceu. Entramos no trem juntos e descemos na estação juntos, lindo seria se eu dissesse que ele perguntou meu nome e assim trocamos telefones e vamos no encontrar sábado que vem, infelizmente não aconteceu nada disso. Não o olhei pela ultima vez, sai do trem, segui meu caminho.
  Sim, eu quero  o reencontrar novamente, sei onde talvez posso encontra-lo. Se essa bodega de destino existe, veremos então.
 Carência é foda viu.