21 junho 2013

Já dizia Drummond


13 comentários:

Cristiano disse...

Mas eu já estou com medo de golpe já...

Raquel disse...

Um país que não tem cozinha, fica preocupado com copa...

Layanne Eduarda disse...

E que comece a guerra! :)

Yasmin Baltazar disse...

Eu tenho medo é que toda essa situação piore.
Bj

Emilie S. disse...

Justíssimo. Só que o povo acordou bem tarde. Não há o que fazer sobre a Copa, a não ser continuar. O dinheiro que foi investido não vai voltar. O jeito é recuperá-lo com o turismo.
»»» Emilie Escreve

Xisdê disse...

O pior, é saber que o dinheiro poderia ser investido em educação, saúde ... ISSO SIM É IMPORTANTE!

Guilherme Gonçalves Damasceno disse...

É que nem acordar num dia cheio de obrigação e tentar fazer tudo ao mesmo tempo... mas o começo há de ser assim.

Bia Hain disse...

Nem sou contra a copa, mas contra o desrespeito que se instalou contra a dignidade dos moradores do nosso país. É preciso rever prioridades e dar um jeito de acabar com a roubalheira. Um abraço!

Djoni Filho disse...

O caminho longo a se trilhar, mas certamente o começo da trilha foi achada. Isso devemos à FIFA.

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Djoni Filho Debate
Twitter: @djonifilho
Facebook: /DjoniFilho.Debate

Maria Emília Santos disse...

Que seja só o início da mudança feita por todos..

Bjos

http://arteasavessas.blogspot.com.br/

Vinnië Rodrigues disse...

Todo mundo da uma zuada nessa estatua kkk, mas ele dizia umas coisas bacanadas!

Fábio Murilo disse...

A FLOR E A NÁUSEA


Preso à minha classe e a algumas roupas, vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?
Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre fundem-se no mesmo impasse.
Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.
Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais e soletram o mundo,
sabendo que o perdem Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.
Por fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo e dou a poucos uma esperança mínima.
Uma flor nasceu na rua! Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto
Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe. Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros. É feia.
Mas é realmente uma flor.
Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico. É feia.
Mas é uma flor.
Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

(Carlos Drummond de Andrade)

E eles nunca deram cartaz para gente.

http://apoesiaestamorrendo.blogspot.com.br/

Karine disse...

MAKTUB!