20 outubro 2013

Sorrir de boca cheia

Queria me colocar no lugar de outra pessoa . Para sentir o  medo de ser deixada em situações mais bobas. Como ficar no Hall da escola sozinha. Ou encontrar pessoas e não saber como cumprimentar. Sentir a sensação de vergonha de subir as escadas normais do metrô e saber que todos estão ti olhando. A sensação de esquentar marmita, a vergonha de comer na frente dos outros. A vergonha de sorrir para um desconhecido no corredor da escola. A vergonha de encarar qualquer rapaz na secretária ou dar bom dia aos faxineiros.  
Prédios? Sim, eu gosto de prédios. Qual a relação com o post? Não sei! 


São coisas que nunca senti e estranhamente quero saber como é. Quero ajudar minha amiga e não sei como.

11 comentários:

Bia Hain disse...

Nathália, seu post é instigante, sobretudo o final. Eu fui esquecida na escola várias vezes quando criança. Busco muito exercitar a empatia e isso melhorou bastante meu relacionamento com o mundo. Mas como fazer isso, não sei...eu imagino que estou no corpo da outra pessoa passando por aquilo e imagino o que estaria sentindo naquele momento.
Um abraço!

Layanne Eduarda disse...

nossa, edntão vc n sente vergonha dessas coisas? Tipo, de comer na frente dos outros até diminui isso. O restante eu faço de boa, inclusive o sorrir pra estranhos sem medo de saber se vou ser ignorada ou não. :)
Acho que não é questão de ajudar, é questão de vivenciar mesmo.

Tbm acho prédios bonitos, organizados, claro.

Dan disse...

Algumas dessas situações pra mim são tensas também, principalmente sorrir pra estranho, na verdade eu evito até ter contato visual com estranhos, prefiro que eles me ignorem também, evita fadiga esses contatos humanos e tals. Mas se queres sentir todas essas sensações, acho que só posso te dizer uma coisa... se arrisque. (:

Bell disse...

A gente sempre tem vergonha de alguma coisa, mas temos que enfrentar nossos medos, para não ficarmos escravos.

bjokas =)

Raquel disse...

isso me fez lembrar a vergonha de encontrar "ele" no elevador do trabalho uma vez... eu surgi no corredor, e ele já estava dentro do elevador, qdo me viu e segurou, meu coração pulou na boca, minhas mãos tremiam, acho que dava pra ver a coca-cola dentro da garrafinha de 600 indo pra la e pra cá, tremendo, eu de fones de ouvido e fingindo que não estava lá. Eram só 3 andares, mas parecia a eternidade (isso me inspirou pra um post agora hahahaha).
A gente sempre quer se colocar no lugar dos outros pra saber como é, né? Mas a questão q sempre pensei é, mesmo quando eu sei como se sente alguém, o que fazer???

Xisdê disse...

Me encontrei em algumas situações citadas. Hahaha!

Se quer realmene ajudar sua amiga, você precisa viver este sentimento para saber como é... Desconfortável.

Bjo

Priscilla Way disse...

Hoje eu esquentei minha marmita na frente de algumas pessoas la do trabalho,aí ficou quente demais e eu tive q comer de pouquinho e pouquinho. Fiquei com vergonha,rsrs.

Vinnië Rodrigues disse...

Estou alugando a minha vida, se sobreviver meia hora xD mas certamente eu não sei a uma pessoa para estar no lugar, porque loucura pouca é bobagem. Se imagina nessa situação então: Começar a rir do nada no meio da rua, e cair no chão de tanto rir, as pessoas te olhando com cara de qualquer coisa e você com cara de foda-se para elas.

Dayane Pereira disse...

Se eu fosse vc não gostaria de sentir essas coisas não.. rs
É tão bom ser desencanada. Eu já fui mto envergonhada mas percebi que estava deixando de viver minha vida. hoje em dia sou bem mais relax com tudo. ainda tem umas coisas, mas no geral, melhorei demais!
Não deve ser bom não sentir essas sensações, algumas até conheço.

Fábio Murilo disse...

Que saudade Sra. Nathália, tava comentando num blog amigo e vi sua pessoa. Pois é, adoro sua escrita. Mas, vamos ao texto... Muito bom o que escreve, muito pé no chão, gosto. Coisa aparentemente óbvia e vejo que tão difícil de se praticar: "Amar ao próximo como a si mesmo". Essa empatia cotidiana, o se por no lugar do outro e ser o outro por alguns momentos, sentir suas alegrias e tormentos de cada dia.

http://apoesiaestamorrendo.blogspot.com.br/

Suzi (Vulgo, Emilie) disse...

Algumas das situações aí eu já passei...O jeito mesmo é fingir que não é com você, manter a cabeça erguida e não se entregar (tô falando clichês, mas é isso).
:: @suzidono :: {Emilie Escreve}